Ódio boldo,
retorce até a última víscera.
No punho, as unhas cravadas retalham a palma.
Experimentada a mais amarga e entorpecente sensação que pode ser experimentada. Experimentada a mais profunda ofensa: ver outrém ferir o ser amado.
Tenho uma serra-elétrica no meio da cara, uma faca de serra no meio do peito. Como ter milhões de adagas ao dispor, o poder do ódio, intocável e soberbo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Ciúme
"O Ciúme, que irritante! Ele é uma expressão da avidez da propriedade. Ou da petulância do domínio. Ou do gosto pela escravização." Virgílio Ferreira
Saudade
De súbito me assalta o peito uma dor, um aperto. A chuva lambe o vitrô, espelha meu rosto embotado. Onde mais eu teria achado tanta solidão, se não na mais eterna e profunda das saudades?
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O Curso
Água serpenteia no riacho
Leva o sol na pele cristalina
Lança tua pureza na retina
Carrega os meus olhos rio abaixo
Rebela os seixos na profundeza
Alimenta os lírios na beirinha
Leva uma folha na correnteza
Lava essa alma que é a minha.
Lava esse meu rosto moribundo
Que não é dono de muita beleza,
Faz que veio fazer neste mundo,
Sem repouso e sem certezas,
Que eu também o farei.
Leva o sol na pele cristalina
Lança tua pureza na retina
Carrega os meus olhos rio abaixo
Rebela os seixos na profundeza
Alimenta os lírios na beirinha
Leva uma folha na correnteza
Lava essa alma que é a minha.
Lava esse meu rosto moribundo
Que não é dono de muita beleza,
Faz que veio fazer neste mundo,
Sem repouso e sem certezas,
Que eu também o farei.
sábado, 20 de novembro de 2010
Pof
A face rotunda da lua colada no vidro do copo,
Leite quente ao som de Gino Paoli...
Já preparo meu couro de cavalo de carroceiro pro próximo galope, e a garganta pro próximo gole.
Leite quente ao som de Gino Paoli...
Já preparo meu couro de cavalo de carroceiro pro próximo galope, e a garganta pro próximo gole.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Vai Eu
Na trilha do corcel inculto
Na curva silvada do vento
No olho do mar tormento
Na faca cuspida do insulto
Nos pés macios do tempo
Miúdos, volatéis, alados
No susto das borboletas
Que decolam dos gramados.
É lá que vou eu, nos repentes,
Ser brio e breu.
É lá que vou eu, fogo latente,
Ser menos meu.
É lá que eu vou, com meus pés sujos,
Ser mais amado.
Como chuva fina eu fujo,
Vou correndo deitado.
Na curva silvada do vento
No olho do mar tormento
Na faca cuspida do insulto
Nos pés macios do tempo
Miúdos, volatéis, alados
No susto das borboletas
Que decolam dos gramados.
É lá que vou eu, nos repentes,
Ser brio e breu.
É lá que vou eu, fogo latente,
Ser menos meu.
É lá que eu vou, com meus pés sujos,
Ser mais amado.
Como chuva fina eu fujo,
Vou correndo deitado.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Supremo extâse
E então, quando este dia chegar,
Cairão os meus braços, e as minhas pernas, e a minha voz
E como leva o vento as folhas de uma árvore perene,
Levarás de mim um naco da alma e um infindo, estreme, sorriso.
Cairão os meus braços, e as minhas pernas, e a minha voz
E como leva o vento as folhas de uma árvore perene,
Levarás de mim um naco da alma e um infindo, estreme, sorriso.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
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