Se é manhã, aurora vermelha, é canto de pardal, pão e cheiro de jornal.
E se é tarde, deitam-se nuvens de sal no campo verde-bolor. Bate o sol no vitral, entra sede e calor
Mas se é noite, um riso rouco rompe o breu e abre um cinza no céu. Rasga no ar um grito, o caminhão do lixo. Às nove, no vento, serpenteia um choro estrídulo, de morcego. Às dez, desvenda o luar um gato trêfego. Às onze, as onças surgem das trevas e atacam. Às doze eu morro, e depois disso já é amanhã.

É uma pena que vc não acredite nos meus elogios...
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