Se eu fosse borboleta, partiria em minhas asas de lírio, a liquefazer-me sob o azul ardente da tarde.
Mas sou rata, e aqui fico estática a roer as próprias fezes, num cantinho escuro de despensa de padaria.
Talvez seja sina, o faço desde que envenenou-me um beijo acre da janual senhora Vida. Desde que esta perversa deixou-me no couro um verme, que a tudo devorou, tornou me rara e rarefeita. Arrotar toda a quase-inexistente-quintessência que existe... Eu não sinto sono às 22:00h, mas estou quase dormindo.

Pena que sentir-se rata seja o preço a pagar para que vc produza esses escritos tão especiais que eu tenho tanto prazer em ler.Sinta-se rata. Saiba-se borboleta. Continue escrevendo.
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