Sim, escrevo coisas sem sentido, mas somente agora e depois de tão longo tempo dou-me o luxo de sonhar e suspirar esperança. Sinto, insuportávelmente, que este blog sou eu, e que este espaço tornou-se os meus próprios ouvidos e que aqui fico a regougar sobre mim, eu, e mim mesma. Mas isto passa, pretendo que logo, postarei mais sobre quando conseguir uma trégua com meus demônios. Vamos à postagem:
Tem sido doloroso, como são naturalmente os partos. Já era hora de abortar a tênia de tristeza que me absorvia as forças, e construir uma nova essência. Encerrada aqui a sessão de lástimas e silêncio-nênia.
Viver também está se tornando um compromisso de reconhecimento com aquelas que têm, juntamente comigo, dado luz a uma nova existência. Existência não vazia como a de outrora, que meia-morta meia-doentia apenas engolia as horas. Existência ainda incógnita, mas ansiosamente desejada como o primeiro contato com as feições do filho.
Compromisso, contrariando a definição semântica do termo, não foi empregado como obrigação ou contrato, mas como motivo. Como a força extra, como impulso aos primeiros passos.
Depois de escritas as primeiras linhas, agora talvez contradizendo-me, talvez mais do que parto, seja este momento um aborto. Seria mais uma escolha, um ser ou não ser. Expulsão, não tão espontânea, de uma não tão prematura cria, feita de vazio e decadência, que se alimenta da minha vontade e não deixa crescer a outra, que é vida. Haveria de ser duro mesmo arrancar, arrebatar, extrair este cancêr que afinal, é pelo que me conheço. Mas aguardo a ira solar cortar a manta negra desta noite, e engolir me com o anil do céu. Pra que morra o cancêr, e viva alguém que nem lembro mais quem é, mas que é viva.
Não sei se o otimismo que emanou daquelas pílulas realmente se deve a sua composição química, e nem se a autora que hoje escreve é dele títere, porém quero dizer-me, quero crer-me, agora forte.(Evitando negativismo - foi-me recomendado)

:)
ResponderExcluirS2
:) o melhor da vida vai começar!
ResponderExcluirAL