A brisa estala em seu corpo fatigado pela labuta diária de viver e o sorriso falciforme da noite se projeta nas vidraças de seu modesto cômodo. Um feixe prateado se derrama sobre seus olhos. Aqueles olhos, indecifráveis... Ainda lhe atormentaria aquela persistente e imensurável sede de ceifar as dualidades da existência?
Neste momento, repousa seus indistintos olhos no lume sutil que preenche o ambiente... Raspando as escaras da alma.

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