A cólera inflama a chaga,
O temor putrefaz o júbilo.
Retalhada, agonizante a alma vaga,
Engasgada com o acre do ciúme.
O ranger dos dentes ocre,
Seu ruído absoluto.
E, como em fogo, arde a ira,
Seu demônio mais arguto.
Mil floretes enterrados
Nos teus escuros mais profundos,
Rutilam os teus olhos rubicundos.
Mil serpentes agrilhoadas
Nas rígidas mãos cerradas,
Revolvem o teu ser mais nauseabundo.

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