Os passos irresolutos encontram o vidro na areia. E cá estamos nós, de novo, desalentados a percorrer a imensidão de uma orla imaginária. As nuances do ocaso se espreguiçam sobre nossos derreados questionamentos... Que razão misteriosa há para esse imã que empurra nossa débil existência à ociosidade melancólica? Que razão há para este incessante conflito? Que razão obscura há para tantas incansáveis voltas em torno de uma mesma e eterna impreenchível lacuna?
Como o marisco a mercê da maré, ora revolta ora serena, está o homem no fluxo da vida, sempre atado à sua impotência fundamental.
...
Chuá... Chuá... Chuá... [onomatopéia de quinta]
...
Tudo bem, já chega de bancar a filósofa-blasé por hoje. Precisava recuperar o hábito de escrever(porcaria) regularmente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário